7 de junho de 2011

Robô resolve cubo mágico em 10 segundos; garoto de 15 anos em apenas 6

Como sei que a maioria de vocês adora brincar com o cubo mágico, achei muito interessante.
 Fonte: http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2011/06/04/robo-resolve-cubo-magico-em-1096-segundos-mas-garoto-de-15-anos-ainda-faz-mais-rapido.jhtm

          Um grupo de estudantes da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, inventou uma máquina chamada Ruby, que consegue resolver o cubo mágico, separando os quadradinhos de cada cor em cada face do cubo, em apenas 10,18 segundos – a marca mais rápida para um robô. Funciona assim: a máquina escaneia cada lado do cubo, quando uma webcam e um software especial aplicam uma fórmula de algoritmo para encontrar a solução.


O cubo resolvido pela máquina...



Mesmo assim, quem conseguiu resolver o cubo mágico mais rápido foi, justamente, uma pessoa de carne e osso. O australiano Feliks Zemdegs (foto), de apenas 15 anos, colocou as cores nos lados corretos em apenas 6,65 segundos, no Campeonato Kubaroo Open, em 2011.


...e resolvido pelo garoto de 15 anos


  Feliks Zemdegs, de apenas 15 anos, é recordista mundial de cubo mágico.



Dinossauros da Patagônia

A partir  de amanhã,  dia 8 de junho a Praça Central do ParkShopping será invadida por seres pré-históricos . É a exposição Dinossauros da Patagônia, inédita em Brasília, que desembarca no shopping com entrada franca. São 10 réplicas de fósseis originais de espécies encontradas na região da Patagônia, na Argentina. A curadoria da mostra é do argentino Cláudio Nathan. “A exposição parte da proposta da Multiplan de sempre privilegiar o público com atrações exclusivas e de qualidade. Os clientes do ParkShopping terão uma oportunidade única de conferir mais essa proposta que mistura cultura e ensino”, comenta Marcelo Martins, superintendente do ParkShopping.

Com proposta educativa, Dinossauros da Patagônia trará para a cidade peças de até 15 metros de altura, como o Giaganotasauros, o maior carnívoro entre os dinossauros. São verdadeiros quebra-cabeças que demoram cerca de cinco dias para serem montados. Missão que será cumprida, pessoalmente, por Cláudio Nathan, integrante do Museu Paleontológico Egídio Feruglio, em Trelew, ao sul da Argentina e que faz questão de acompanhar os trabalhos de perto. No total são mais de 1200 peças para recriar esses animais que viveram na Terra há milhões de anos.

As espécies de dinossauros expostas são o Eoraptor, o Herrasauros, o Piatnitzkysaurus, o Giganotasauros, o Epachtosauros, o Carnotaurus, o Amargasaurus, o Titanosauros, o Abeliasaurus e o Gasparinisaurus. “Os exemplares retratados na mostra traçam uma linha evolutiva dos dinossauros da Patagônia. As idades variam de 65 a 230 milhões de anos”, conta o curador, Cláudio Nathan.
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Assista a reportagem do Bom Dia DF!

A exposição Dinossauros da Patagônia é um programa imperdível, vale a pena conferir! 
Data: De 08 de junho a 17 de julho
Local: Park Shopping
Horário: 2ª a Sábado – das 10h às 22h 
A ENTRADA É FRANCA.

29 de maio de 2011

ELOGIE DO JEITO CERTO

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.   Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.  As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
 
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos.
O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis.

As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.

As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. 
Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um.
É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.

Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

*Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel.

Nerds transformam opiniões e viram os novos 'queridinhos' da sociedade

Quarta-feira (25/05) foi comemorado o Dia do Orgulho Nerd. Para especialistas, os nerds não mudaram, são apenas mais aceitos.


Os nerds não mudaram. O que mudou foi a sociedade. Depois que os esquisitos do colégio se tornaram os homens mais ricos do mundo, ser nerd virou uma escolha, e não uma imposição. “Quando eu estava no colégio, o grupo de nerds era formado por pessoas que haviam sido excluídas de outros grupos. Hoje, as crianças optam por ser nerds”, conta Benjamin Nugent, autor do livro “American Nerd: The Story of my People” ("Nerd Americano: A História do Meu Povo", ainda sem publicação em português), em entrevista ao G1.

O Dia do Orgulho Nerd foi criado em 2006 para celebrar essa transformação. A data escolhida foi 25 de maio em referência à estreia do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas, em 1977, um dos ícones do movimento. “Nerd é uma identidade subcultural que os jovens escolhem em uma prateleira onde também estão os hippies, punks e skatistas”, completa Nugent.
“O nerd não mudou. Ele continua sendo aquele cara completamente ligado e entendido sobre certos assuntos, como tecnologia e quadrinhos. O que mudou foi a cultural atual, que valoriza isso. Os nerds querem ser nerds e as pessoas querem ter nerds por perto”, explica a especialista em comunicação e cultura Lia Amancio.
É notável o quanto os nerds permanecem os mesmos"
Benjamin Nugent, autor do livro 'Nerd Americano: A História do Meu Povo
Para Nugent, a maior aceitação dos nerds pela sociedade os tornou mais sociáveis. Hoje, eles se sentem mais confortáveis ao serem chamados de nerds, especialmente as meninas. “No momento em que há mais meninas no grupo, isso muda tudo para melhor. Quando eu tinha 14 anos, havia apenas uma menina que saía com a gente. Uma”, conta Nugent.
“É notável o quanto os nerds permanecem os mesmos. O livro ‘Tom Brown's School Days’, escrito em 1857, mostra nerds construindo máquinas em seus quartos e sendo oprimidos por fazerem isso” explica Nugent, citando a obra publicada há mais de 150 anos. “Naquela época, eles não eram chamados de nerds, mas já existiam.”
O termo “nerd” foi citado pela primeira vez no livro “If I Ran the Zoo” (“Se eu Cuidasse do Zoológico”), em 1950, para descrever um bichinho desengonçado, e se tornou popular nos Estados Unidos no início da década de 60.
Efeito GatesOs especialistas responsabilizam um dos homens mais rico do mundo pelo prestígio conferido aos nerds hoje. “Parte do que trouxe os nerds para o mainstream cultural foi o fato de o Bill Gates fazer parte do grupo”, diz Nugent. “Os nerds de ontem deram a volta por cima em termos de reputação: você batia em mim na escola e olha onde eu estou agora”, complementa Lia. Filmes e séries de Hollywood ajudaram a transformar a opinião sobre os nerds. “Os retratos dos nerds se tornaram mais simpáticos nos filmes”, diz Nugent.
Daniel Barradas, de 15 anos, tenta resolver um cubo mágico, ‘jogo nerd’ criado na década de 70 (Foto: Arquivo Pessoal) 
Daniel Barradas, de 15 anos, tenta resolver um
cubo mágico, ‘jogo nerd’ criado na década de 70
(Foto: Arquivo Pessoal)
 
O nerd de apenas 15 anos Daniel Barradas tem como ídolo, além de Bill Gates, o personagem Leonard, da série “The Big Bag Theory”. O programa, exibido no Brasil pelo Warner Channel, conta a história de quatro físicos superinteligentes viciados em quadrinhos e videogames.
Barradas, que ganhou o primeiro computador aos 5 anos, vai prestar o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), quer ser físico na área espacial e tem como matérias prediletas matemática e física. Para completar, ele conquistou a medalha de menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Física em 2010, escreveu um livro publicado quando ele tinha 11 anos e está produzindo o próximo.
“Acho que ainda existe muito preconceito. Quando eu tiro uma nota boa ou ganho um prêmio, os outros alunos me olham de um jeito estranho. Mas isso tem mudado”. Barradas conta que o número de alunos aderindo ao grupo dos nerds da turma está aumentando. Em 2010, eles eram três. Hoje, o grupo é formado por sete estudantes em um total de 50.
“Ainda que seja um grupo pequeno, as pessoas estão tentando entender essa cultura. Eu não tenho do que me envergonhar. Pelo contrário. Ser nerd é bom porque eles são mais inteligentes e têm mais chances de conseguir emprego”, defende o estudante do 1º ano do Ensino Médio que começou a se interessar pela cultura nerd quando ganhou um lego do Guerra nas Estrelas.

Abrangente

Para ser considerado nerd, Barradas acredita que a pessoa deve gostar dos assuntos que faziam parte da origem do termo, como os quadrinhos e tecnologia. Já Lia acha que o termo se tornou mais abrangente. “É difícil identificar um nerd pelo jeito dele se vestir. Quem não faz parte do grupo chama tudo de nerd. As fronteiras ficaram mais tênues”, explica.
Usar a internet com frequência não faz de ninguém um nerd"
Lia Amancio, especialista em comunicação e cultura
Para tirar a prova sobre o que realmente mudou, basta comparar o ícone dos nerds de 1980 e de 2011: Bill Gates e Mark Zuckerberg, respectivamente. “A maior diferença entre Gates e Zuckerberg é que o fundador do Facebook era excepcionalmente jovem quando começou a ter influência. Ele é exposto para o público por meio das tecnologias que os nerds ajudaram a construir. Podemos invadir a privacidade de Zuckerberg pelas redes sociais”, diz Nugent.
No entanto, o fato de a tecnologia ter se popularizado não transformou o nerd, segundo Lia. “Usar a internet com frequência não faz de ninguém um nerd. O cara vai continuar sendo nerd independente da tecnologia. O que pode ter acontecido é que todo mundo hoje tem computador e Twitter. Por isso, o nerd está sendo mais aceito”, opina. “A forma como um computador se comunica é completamente racional e explícita. Nada é insinuado. Então, as pessoas que trabalham com PCs muitas vezes se sentem bem desse jeito, se sentem confortáveis com a comunicação racional e complexa”, completa Nugent.
Sobre o futuro, Nugent liga o movimento nerd ao do hip hop para prever que mais adeptos irão se juntar ao grupo. “Tem muitas coisas sobre os artistas do hip hop como Tyler, The Creator, e outros integrantes do grupo Odd Future que me deixam intrigado. Eu acho que eles mostraram que é possível ganhar um grande número de seguidores usando tecnologias sociais de maneira inteligente e falando sobre alienação social”, conclui.
 
 
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/05/nerds-transformam-opinioes-e-viram-os-novos-queridinhos-da-sociedade.html