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21 de junho de 2015

Superdotação não é garantia de altas habilidades em tudo na vida


Matéria que foi exibida no dia 13/06/06, no programa Como será? da Rede Globo

Superdotação não é garantia de altas 


habilidades em tudo na vida



Inteligência pode aparecer em cinco áreas: intelectual, acadêmica, psicomotora, artística e criativa, de forma isolada ou combinada



Victor Hugo foi descoberto superdotado na faculdade a agora cursa o mestrado e a graduação ao mesmo tempo (Foto: Globo)Victor Hugo só foi identificado como superdotado na faculdade de Biologia e agora cursa o mestrado e a graduação ao mesmo tempo (Foto: Globo)
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), cerca de 8,7 mil alunos do Ensino Fundamental e pouco mais de 3 mil estudantes do Ensino Médio possuem a chamada superdotação. E, ao contrário do que muita gente pensa, ela não aparece em todas as áreas ao mesmo tempo. A inteligência e a habilidade podem se apresentar em uma das cinco áreas — intelectual, acadêmica, psicomotora, artística e criativa — isoladas ou combinadas. Ou seja, uma pessoa superdotada pode ser muito boa em Matemática, mas não ter habilidade para o esporte, por exemplo, embora existem casos de pessoas superdotadas em tudo.

— Superdotado dá a ideia que a pessoa é um super gênio, um cara que fica no porão fazendo pesquisa sozinho e não sai de casa. Por isso que eu prefiro o termo altas habilidades. O Neymar tem altas habilidades no futebol, eu tenho em Biologia. Então, você já começa a separar onde o cara é bom — explica Victor Hugo.
Victor Hugo é superdotado, mas só foi identificado quando entrou na faculdade de Biologia. Como passou no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) entre os dez primeiros colocados, e sempre teve na escola um desempenho brilhante na disciplina, os professores indicaram para ele um teste de QI, que comprovou a alta habilidade. Hoje ele faz parte do programa de altos estudos da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói, no estado do Rio, e cursa o mestrado e a graduação ao mesmo tempo. Em seis anos ele se forma mestre em Biologia. 
O Instituto Rogério Steinberg, no Rio de Janeiro, é um importante polo de desenvolvimento para superdotados. Ele seleciona alunos da rede pública de ensino que se destacam em atividades extracurriculares. Os que são identificados como superdotados são convidados a participarem das oficinas. Elas trabalham áreas da inteligência, leitura, escrita e sociabilidades.

15 de maio de 2015

Solenidade de Premiação - Museu da Imprensa Nacional



No dia 13/05/2015, aconteceu a Solenidade de entrega de prêmios do 17.º CONCURSO NACIONAL DO MUSEU DA IMPRENSA NACIONAL. Esse ano fomos agraciados com dois alunos premiados na categoria desenho(1º ao 5º ano), com o tema “Ayrton Senna visita o Museu da Imprensa”.

Em 1.º lugar: Érico Henrique da Silva Vasconcelos Filho,e em 3.º lugar: Guilherme Galdino Bacelar.




Desenho classificado em 1º lugar do aluno ÉRICO HENRIQUE.



Desenho classificado em 3º lugar do aluno GUILHERME GALDINO





A professora Sandra Regina Machado, sendo homenageada!














1 de outubro de 2013

Olá, pessoal!
Olha aí, mais uma reportagem com nossos alunos da Área de Talento/ Artes Plásticas,  realizada pelo SBT Brasília. Essa matéria foi ao ar no dia 23/09/2013. Confira:



24 de setembro de 2013

        No dia 23/09/13,  a TV  esteve na Sala de Recursos de  ARTES PLÁSTICAS, para realizar uma matéria com os  alunos da Prof.ª Sandra.
        Ficamos felizes com o reconhecimento do talento artístico de nossos alunos e da Prof.ª Sandra, que muito se dedica.        
       Iniciamos 2013 com muita dificuldade, enfrentamos a falta de local para trabalhar e ficamos por quase um bimestre sem poder atender nossos alunos...Mas tudo tem um porquê, e a mudança veio para dignificar ainda mais nosso trabalho. Obrigada aos nossos alunos, parceiros, amigos e colegas do CEF 32 de Ceilândia. 



16 de janeiro de 2012

Menino se inspira em árvores e revoluciona captação de energia solar


O Fantástico de 15/01, contou a história de um menino de 13 anos que surpreendeu a comunidade científica. Ele apenas olhou para uma árvore e teve uma ideia genial. 


Aidan tem 13 anos e está na sétima série. No tempo livre, gosta de ficar no quarto dedilhando as cordas da guitarra. Ele tem a rotina como a de qualquer garoto da idade dele, mas descobriu uma maneira revolucionária de transformar a luz do sol em energia e agora é considerado um pequeno gênio. 


Aidan conta que tudo começou em uma viagem de férias. “A gente ficou em um lugar que tinha um painel solar, eu e meus pais queríamos ter um igual, mas na nossa casa não tinha espaço”, conta. 


E como resolver esse problema? Foi observando as árvores que Aidan teve uma ideia: talvez elas pudessem indicar o caminho para captar energia do sol de maneira mais eficiente e em um espaço menor, que coubesse no quintal da casa dele. 


“As árvores coletam a luz para produzir a própria energia. Então pensei: ‘elas estão aqui há milhões de anos e, com certeza, devem ter uma maneira mais eficiente do a que a nossa de fazer isso’”, diz Aidan.


O menino, então, fotografou a copa de várias árvores e percebeu que os galhos e as folhas seguiam um padrão matemático. Essa ordem é conhecida como Sequência de Fibonacci. E é encontrada em toda a natureza. Desde a forma de animais muito pequenos até furacões e grandes galáxias. 


Aidan fez o que qualquer criança hoje pode fazer. Pesquisou tudo na internet. E construiu uma árvore com 40 placas de captação de energia posicionadas como se fossem folhas. Ele descobriu o ângulo exato em que as placas deveriam ser instaladas. 


As placas são as mesmas usadas nos painéis planos. Elas captam a energia do sol e transformam a luz em corrente elétrica. Em três meses de medições diárias, Aidan descobriu que as placas apontadas para várias direções, absorviam mais luz do que na disposição plana. O trabalho dele ganhou o prêmio do museu de história natural americano. 


“A árvore solar é mais eficiente. Ela consegue captar 20% mais energia do que o painel plano”, diz Aidan. 

 Ele foi convidado para falar na abertura do encontro mundial sobre o futuro da energia no mundo que começa nesta segunda-feira (16), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.




Celebridade do mundo científico, Aidan não deixou de ser um menino tímido e modesto. “Acho que eu encontrei algo que pode ser bom para o futuro, mas não me sinto um gênio, ainda sou apenas uma criança”, conclui o pequeno cientista.



Fonte:http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1677850-15605,00-MENINO+SE+INSPIRA+EM+ARVORES+E+REVOLUCIONA+CAPTACAO+DE+ENERGIA+SOLAR.html

Morre menina prodígio que chamou atenção de Bill Gates


Arifa Karim Randhawa, com apenas nove anos, chamou a atenção de Bill Gates ao se tornar a pessoa mais jovem do mundo a conseguir uma qualificação MCP (Microsoft Certified Professional)um certificado profissional da Microsoft, morreu em um centro médico da cidade oriental de Lahore.
A menor, que segundo fontes hospitalares tinha 14 anos, sofreu um infarto no dia 22 de dezembro e os médicos se mostraram muito pessimistas com a previsão médica, embora a família ainda tivesse esperanças de que sobrevivesse.

30 de dezembro de 2011

Garoto prodígio cria aplicativo e ganha R$ 468 mil de investidor

Um adolescente de apenas 16 anos, de Londres, desenvolveu um aplicativo que ganhou manchetes em várias partes do globo e fechou contrato com um dos homens mais ricos do mundo. Nick D'Aloisio desenvolveu um aplicativo para smartphones chamado Summly, que resume o conteúdo de páginas e resultados de buscas, agilizando a navegação pela internet.

O adolescente conta que a inspiração para a criação do aplicativo surgiu há seis meses, quando estudava para uma prova de história em seu quarto, no bairro de Wimbledon. "Eu estava usando mecanismos de buscas online para pesquisas em história. Enquanto eu estudava, notei que encontrei resultados irrelevantes em minha pesquisa e isto me prejudicava, eu me distraía quando clicava nestes resultados", disse o estudante à BBC.
Então Nick imaginou se haveria um jeito de avaliar o significado destes conteúdos instantaneamente, para economizar tempo e evitar distrações.

Versão inicial
Há seis meses, Nick criou uma versão inicial do Summly, que não usava as técnicas avançadas do aplicativo atual, mas ainda assim "era uma boa ferramenta para estudo de textos". Esta versão inicial conseguiu destaque na imprensa e atraiu o interesse de um conhecido investidor, o bilionário chinês Li Ka Shing, considerado um dos homens mais ricos da Ásia, que acabou investindo R$ 468 mil (US$ 250 mil) no desenvolvimento do aplicativo.
"Desde então, estamos avaliando a tecnologia que atualmente temos e explorando novas formas de torná-la mais precisa", disse o adolescente. O aplicativo permite o acesso no smartphone a versões resumidas de páginas, URLs e resultados de buscas em sites como Google, por exemplo.
Nick conta que, no futuro, seu aplicativo poderá ser usado também para resumos de e-books, e-mails e a tecnologia poderá ser usada também para notícias. Lançado no meio do mês de dezembro, o Summly obteve 30 mil downloads em sua primeira semana e já resumiu dezenas de milhares de páginas.
Atualmente o aplicativo está disponível para o iPhone, mas há planos para lançar versões para o Android e para uso geral na internet a partir no Ano Novo. Mas, Nick afirma que tem ainda mais planos para sua criação. "Atualmente existe uma abundância de informação, muitas redes sociais criando muito conteúdo. Você precisa de ferramentas como o Summly ou o Siri para selecionar", disse.
O adolescente acredita que os resumos podem facilitar o compartilhamento de conteúdo no Facebook e Twitter. E, segundo Nick, várias companhias, que ele não revela o nome, já estão sondando para conseguir licenciar a tecnologia que ele criou. Mas, por enquanto, o adolescente está satisfeito com o que conseguiu.

Modéstia
O blogueiro Om Malik, especializado em tecnologia, foi o primeiro a entrevistar o adolescente e o descreveu como um "menino gênio", comparando-o aos fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page. Nick não aceita o rótulo de gênio e afirma que aprender a criar o programa "não foi tão difícil" e, na verdade, ele conseguiu fazer isto em meio ao dever de casa.
Quando o adolescente entregou seus trabalhos de início do semestre, os professores ficaram surpresos pelo fato de que ele conseguiu codificar o Summly e ainda teve tempo de fazer os deveres.
Agora, ele precisará arrumar tempo para viajar para São Francisco, nos Estados Unidos, em janeiro, para uma reunião com os investidores da Horizon Ventures, que deram apoio ao aplicativo. E, mesmo com a agenda cheia, Nick afirma que não pretende abandonar a escola. "Eu gosto, encontro meus amigos, gosto dos esportes, da coisa toda", disse.

7 de dezembro de 2011

O tema superdotação esta na mídia

No dia 04 dezembro o Programa Papo de Mãe exibiu uma reportagem sobre Filhos Superdotados

Filhos superdotados

Crianças com altas habilidades têm direito à formação complementar
Filhos superdotados é o tema do programa
Filhos superdotados é o tema do programa
O que faz uma criança ser considerada superdotada? Ela é mais inteligente em tudo? Ou somente em algumas áreas do conhecimento? Ela precisa de atenção especial? Como escolher a escola para um filho com inteligência acima da média? O programa Papo de Mãe convidou pais de filhos superdotados e especialistas para debater esses e outros assuntos. Entre eles, a psicóloga Christina Mena Barreto Cupertino, membro do Conselho Brasileiro para Superdotação; o psquiatra Victor Bigelli de Carvalho, do Instituto de Psicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, e o neuropediatra Paulo Breinis, do Hospital Infantil Sabará e do Hospital São Luiz.
O número de alunos superdotados registrado pelo Ministério da Educação (MEC) quintuplicou em cinco anos e passou para 5,6 mil em 2010. Apenas uma pequena parcela da população com esse potencial tem acesso ao atendimento especial, garantido por lei. O MEC criou núcleos de atividades em superdotação em todos os Estados para auxiliar as escolas quando elas reconhecem alunos com esse perfil.
O que pouca gente sabe é que o Conselho Nacional de Educação determina que todo aluno com altas habilidades tenha acesso a uma formação complementar em unidades de atendimento especializado, seja em instituições pública, particular ou filantrópica. 
Fonte:http://tvbrasil.org.br/papodemae/ acompanhe a matéria bastante esclarecedora postada no blog  Papo de Mãe.

11 de agosto de 2010

Matéria do Correio Brasilense - Cidades DF

Programa ajuda a descobrir e a trabalhar talentos de crianças e adolescentes superdotados Eles nem sempre encontram chance de desenvolver suas capacidades em um esquema tradicional de ensino. O resultado de uma dessas turmas poderá ser visto em exposição na Asa Sul

Publicação: 11/08/2010 07:00 Atualização: 11/08/2010 08:12


Em vez do habitual quadro-negro, a parede é ocupada por pinturas de animais, naturezas-mortas e paisagens bucólicas com casinhas envoltas em muito verde. A sala de aula mais parece um ateliê, com pilhas de telas ainda brancas, pincéis e bisnagas cheias de tinta. “Quando cheguei, só fiquei assim, olhando”, recorda Danilo Cabral, de 10 anos, arregalando os olhos. Ele é o calouro de uma classe especial, formada por crianças e adolescentes, entre sete e 18 anos, donos de um talento incomum em artes plásticas.

Alunas em uma sessão de pintura da Escola Classe 57, de Ceilândia: aprendizado tem foco nos estudantes que tiveram aptidão identificada como de bom nível - (Breno Fortes/CB/D.A Press )
Alunas em uma sessão de pintura da Escola Classe 57, de Ceilândia: aprendizado tem foco nos estudantes que tiveram aptidão identificada como de bom nível
Os jovens participam do Atendimento Educacional Especializado ao Estudante com Altas Habilidades/ Superdotação, programa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF). A turma de Danilo, que se reúne na Escola Classe 57, em Ceilândia, está preparando uma exposição de seus trabalhos a ser inaugurada no próximo dia 18, no Espaço Cultural Ary Barroso (Sesc Estação 504 Sul). “Haverá obras com técnicas e temas variados, por causa da diversidade de habilidades que os alunos possuem”, revela a professora Sandra Machado.

Entre os garotos e garotas, há quem se dê melhor com grafite, lápis aquarelado ou tinta a óleo; desenhos de moda, paisagens ou retratos. O novato Danilo ainda está se habituando. Para ver o que ele sabe, a professora deixa que o menino rabisque o que lhe vier à cabeça. “Ele nos foi indicado por uma professora que viu que ele desenhava muito bem”, diz Sandra. Após traçar um jardim bravio com rosas espinhentas e um singelo Pato Donald, Danilo apanhava mais uma folha de papel. “Acho que vou aprender mais sobre arte. Quero ficar bastante tempo, até conseguir fazer parecido com essas aí”, aponta as pinturas na parede. “Soube que vai ter competições e quero vencer pelo menos uma delas”, ambiciona.

Exemplo
Danilo pode se espelhar em Wllyson Santos, 16 anos. Aluno de Sandra desde 2007, ele ganhou o concurso Brincado com arte do ano passado, promovido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Entre os prêmios que já recebeu, estão materiais de pintura, como cavaletes, e bolsas de cursos de desenho. De vez em quando, vende um quadro ou outro por R$ 50 ou R$ 100. “Eu quero ser estilista. A professora me disse que tenho muita chance de chegar lá”, afirma.

Antes de se matricular na turma especial, Wllyson saía desenhando. A inspiração? “Qualquer coisa, o que me desse na telha.” Conseguiu dar ordem a seus impulsos criativos e ficou mais confiante. “Perdi a vergonha de pintar. Antes escondia meus desenhos, com receio de dizerem que estava malfeito”, conta. O ex-caladão celebra a turma de que faz parte. “Se não existisse esse grupo, ia ficar cada um no seu lado. A gente tem que expressar o que sente e divulgar nosso trabalho”, defende.

Ciente da própria vocação, Wllyson recebe o apoio dos pais. “Eles dizem para eu nunca desistir, se é mesmo o que quero”, conta. Edilson José Ferreira, 17 anos, seguiu em frente mesmo após deixar a turma de superdotados, quando concluiu o ensino médio. Ele vai concorrer a uma vaga no curso de artes plásticas da Universidade de Brasília (UnB). Após passar na prova de habilidade específica, aguarda a próxima etapa do vestibular. “Estou estudando, vamos ver o que é que vai dar.”

Se não tivesse feito parte da classe de Sandra, Edilson diz que, provavelmente, não teria escolhido trabalhar com arte. “Turmas como aquela motivam as pessoas. Tem muita gente que desenha bem, mas fica no anonimato”, acredita. Quando se formar, ele planeja ser professor de escola pública. “Acho que, onde eu lecionar, vou mudar bastante coisa; quero fazer as pessoas gostarem de artes plásticas”, prevê. Ele vai tomar a antiga professora como exemplo. “Sandra é diferente das outras. Ela corre atrás, procura concurso para a gente participar, organiza exposição. Isso demonstra dedicação”, elogia. A professora fala dos alunos com carinho, mesmo dos que saíram antes do tempo. “Alguns começam a trabalhar cedo e precisam ir embora. Teve um que foi uma pena: foi ser empregado de um supermercado, tinha uns 15 anos. Ele era ótimo, chegou a ser premiado”, lembra. A classe que ela orienta, composta por cerca de 40 estudantes, é apenas uma das incluídas no programa de atendimento a alunos superdotados.

Ajuda sempre é bem-vinda

O projeto foi criado em 1976 pela SEDF e ganhou novo alento em 2005, quando o Ministério da Educação criou os Núcleos de Atividades de Altas Habilidades. Atualmente, o DF conta com cerca de 2 mil estudantes inscritos. “Uma das nossas metas é tornar visível a necessidade de educação especial para esses alunos”, afirma a coordenadora de Altas Habilidades do DF, Olzeni Ribeiro.

O programa é dividido em duas áreas: a de Talentos, que inclui artes plásticas, artes cênicas, produção de vídeo e fotografia; e a Acadêmica, que compreende as disciplinas de matemática, química, física, mecânica, mecatrônica, robótica e até gastronomia. As escolas participantes do programa possuem salas de recursos, como a da Escola Classe 57 de Ceilândia, onde ficam os materiais utilizados pelos alunos. As turmas costumam reunir estudantes de diferentes escolas e, às vezes, até de cidades distintas. Vinte por cento das vagas são reservadas para jovens matriculados na rede particular. “Às vezes eles avançam tanto que a escola não dá mais conta. Por isso, precisamos criar parcerias com laboratórios, universidades, empresas”, destaca Olzeni.

“Os professores são orientados sobre como identificar esses alunos especiais, que são muito criativos e inovadores”, explica a coordenadora, que reclama da carência de recursos. Segundo ela, o orçamento destinado à rede pública de ensino do DF não prevê verba alguma para o programa. “Os diretores mais sensíveis acabam pegando parte do material que ia para o ensino regular em suas escolas e dão para as turmas especiais. Porém, há tipos de material muito específicos, difíceis de se obter”, lamenta.

Também falta ajuda de custo para o transporte, o que desestimula alunos de outras escolas. “Eu já perdi alunos que moravam longe, os pais não tinham como trazer”, observa a professora Sandra. Ela diz que o trabalho depende de doações. “Temos muitos parceiros, como o Sesc e a Codevasf. Os doadores particulares são poucos”, comenta. Após serem utilizadas, algumas telas são pintadas de branco para novo uso. Mesmo assim, às vezes os artistas mirins precisam recorrer a velhos discos de vinil. “Em nossas exposições, botamos os quadros à venda. Metade do dinheiro vai para o aluno, a outra parte fica para a compra de material”, revela Sandra, que complementa: “Ele são acostumados com essa coisa improvisada, não se incomodam, o que querem é pintar”.



EXPOSIÇÃO: SUPERDOTADOS. COM TRABALHOS FEITOS POR ALUNOS DA ESCOLA CLASSE 57, DE CEILÂNDIA.
A partir do dia 18, com visitação até o dia 29, sempre das 9h às 21h. No Espaço Cultural Ary Barroso (Sesc Estação 504 Sul – W3 Sul, 504/505, Bloco A). Informações: 3217-9101